Temas de Nutrição Clínica Hospitalar: TNE, TNP e Paciente Crítico

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Áreas de Cobertura

O que você encontra aqui

Conteúdo organizado pelos três pilares da nutrição clínica hospitalar, com foco em aplicação prática e embasamento científico.

Profundidade

Explorando cada tema

Cada tema é construído como um guia clínico completo: do conceito teórico à conduta prática à beira do leito. Aqui você vê o que esperar de cada um antes de mergulhar.

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Terapia Nutricional Enteral (TNE)

A via preferencial sempre que o trato gastrointestinal está funcionante e seguro — preserva integridade da mucosa intestinal, reduz translocação bacteriana e tem custo inferior à parenteral. Aqui você aprende a indicar, escolher fórmula, escolher via de acesso, progredir e monitorar — sem cair nas armadilhas comuns de intolerância e síndrome de realimentação.

O que você vai encontrar

  • Indicações e contraindicações — quando iniciar, quando suspender
  • Vias de acesso — SNG, SNE, gastrostomia, jejunostomia (curta vs longa duração)
  • Seleção de fórmulas — polimérica, oligomérica, especializada, modular
  • Métodos de administração — bolus, intermitente, contínua, gravitacional vs bomba
  • Complicações GI e metabólicas — diarreia, constipação, refluxo, hiperglicemia
  • Síndrome de realimentação — prevenção, detecção precoce e manejo
  • Monitoramento — clínico, laboratorial e nutricional ao longo do tempo

Quando consultar este tema

  • Paciente novo na enfermaria com indicação de suporte enteral
  • Dúvida na escolha da via mais apropriada (gástrica vs pós-pilórica)
  • Intolerância à dieta — diarreia, distensão, vômitos, resíduo gástrico alto
  • Transição de TNP para TNE ou progressão de líquida pra completa
  • Paciente com risco alto de síndrome de realimentação
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Terapia Nutricional Parenteral (TNP)

Indicada quando o TGI não pode ou não deve ser usado — íleo prolongado, fístulas de alto débito, isquemia intestinal, hemorragia digestiva. Exige cálculo cuidadoso de macro e micronutrientes, atenção à compatibilidade da bolsa, e vigilância das complicações infecciosas e metabólicas. Aqui você aprende NPT, NPP, transição enteral-parenteral e desmame seguro.

O que você vai encontrar

  • NPT × NPP — quando indicar central vs periférica, limites de osmolaridade
  • Cálculo de macronutrientes — glicose (TIG), aminoácidos, lipídios
  • Eletrólitos e micronutrientes — sódio, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, vitaminas, oligoelementos
  • Compatibilidade e estabilidade — limites cálcio-fosfato, lipídio em emulsão
  • Acesso venoso central — PICC, tunelizado, totalmente implantado
  • Complicações — infecção de cateter, colestase, hipertrigliceridemia
  • Transição e desmame — caminho seguro de TNP → TNE → oral

Quando consultar este tema

  • Paciente com TGI inviável por mais de 5-7 dias
  • Cálculo da bolsa NPT antes da prescrição diária
  • Reaparecimento de função intestinal — planejamento da retirada
  • Sinais de descompensação metabólica (hiperglicemia, hipertrigliceridemia)
  • Suspeita de complicação infecciosa do cateter central
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Paciente Crítico em UTI

Nutrição em UTI tem regras próprias — a fase aguda do estresse metabólico exige hipocaloria permissiva, oferta proteica robusta e atenção redobrada a refeeding. Aqui você entende metabolismo no estresse, conduz nutrição em sepse, ventilação mecânica e disfunção multiorgânica, e usa índices prognósticos pra decidir intensidade do suporte.

O que você vai encontrar

  • Metabolismo no estresse — fase aguda × pós-aguda × convalescença
  • Hipocaloria permissiva — quando, por quanto tempo, com que meta proteica
  • Oferta proteica no crítico — 1,2–2,0 g/kg/dia conforme fase e função renal
  • Sepse e SDMO — particularidades e ajustes de meta
  • NUTRIC e índices prognósticos — quem se beneficia mais do suporte agressivo
  • Nutrição precoce × tardia — janela ideal pra início da TNE
  • Calorimetria indireta — quando vale e como interpretar

Quando consultar este tema

  • Paciente recém-admitido em UTI com instabilidade hemodinâmica
  • Decisão sobre início precoce vs tardio da TNE em sepse
  • Cálculo de meta proteica em paciente com noradrenalina ou IRA
  • Avaliação de risco com NUTRIC pra priorizar suporte
  • Transição de fase aguda pra fase de recuperação muscular
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Guia Prático de NPT

Um passo a passo aplicado pra prescrever nutrição parenteral total — do cálculo inicial aos ajustes em condições clínicas específicas (DRC, hepatopatia, síndrome de realimentação). Complementa o tema TNP focando no "como fazer" do dia-a-dia: você sai com bolsa calculada, osmolaridade conferida e meta proteica ajustada ao paciente da sua frente.

O que você vai encontrar

  • Cálculo passo a passo — energia, glicose (TIG), aminoácidos, lipídios
  • Eletrólitos e oligoelementos — quantidades padrão e ajustes
  • Osmolaridade e compatibilidade — checagem antes da prescrição
  • Estabilidade da bolsa — limites cálcio-fosfato, ordem de adição
  • Ajustes em DRC — restrição de fósforo, potássio, oferta proteica
  • Ajustes em hepatopatia — encefalopatia, BCAA, suporte hepático
  • Síndrome de realimentação — prevenção e correção eletrolítica
  • Monitoramento da TNP — exames diários, semanais, sinais de alerta

Quando consultar este tema

  • Prescrição inicial de NPT pra paciente novo
  • Ajuste diário de bolsa após laboratoriais
  • Paciente com DRC, hepatopatia ou pancreatite aguda em NPT
  • Suspeita ou confirmação de síndrome de realimentação
  • Conferência de cálculo antes de levar pra farmácia